Hoje, de que falamos quando falamos de avaliação formativa?

Filomena Araújo, José Alves Diniz

Resumo


Scriven (1967) usou pela primeira vez os termos formativa e sumativa em relação à avaliação, para distinguir os papéis que a avaliação pode adotar na educação ou em qualquer outro campo. Mas, o conceito de avaliação formativa, ainda muito orientado para os resultados nos anos 70 do século passado, tem vindo a evoluir gradualmente, revelando -se mais interativo e mais centrado no processo de aprendizagem.

Ao procedermos à análise sistemática da investigação sobre avaliação formativa, produzida nos últimos 15 anos, verificamos que os autores anglo-saxónicos têm centrado a sua atenção na prática de avaliação formativa dos professores, nomeadamente nos aspetos de orientação do ensino e da aprendizagem e no uso do feedback, enquanto os autores francófonos têm dado enfoque aos seus efeitos nos processos de regulação e autorregulação das aprendizagens.

À luz da teoria da avaliação formativa consideramos, no entanto, que estes dois focos não são incompatíveis, mas sim complementares. Para ser considerada formativa, a avaliação terá de conduzir ao ajustamento do ensino, deverá permitir ao professor promover oportunidades à regulação das aprendizagens e terá de produzir efeitos na sua melhoria. Neste contexto, a autoavaliação e a autorregulação assumem também um papel fundamental.

Pretendemos, no presente artigo, enquadrar conceptualmente a avaliação formativa e relevar que é o propósito com que se usa a avaliação, em conjunto com os efeitos que esta produz na melhoria da aprendizagem, os fatores que, na essência, a caracterizam.


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