O PAPEL DA ATIVIDADE FÍSICA NA REGULAÇÃO DAS MOTIVAÇÕES PARA A ALIMENTAÇÃO E DOS HÁBITOS ALIMENTARES

Bruno Rodrigues, Eliana Carraça

Resumo


Numa altura em que a nossa sociedade vive num “ambiente tóxico”, devido à elevada e pouco saudável oferta alimentar, a regulação da alimentação é cada vez mais difícil. Posto isto, é fundamental estudar a forma como as pessoas regulam os seus comportamentos alimentares e o que pode facilitar essa regulação. Este estudo procurou analisar a relação da atividade física com os hábitos alimentares, bem como o papel das motivações para regular a alimentação nessa relação. A amostra foi constituída por 142 indivíduos, 62,9% do género feminino, com uma média de 30,4±10,6 anos. As motivações para regular a alimentação foram avaliadas com a ‘The Regulation of Eating Behaviors Scale’; o exercício foi avaliado com o ‘International Physical Activity Questionnaire’; os hábitos alimentares foram avaliados com questões retiradas de inquéritos populacionais aplicados internacionalmente.

Neste estudo, foram encontradas associações positivas da atividade física com motivações mais autónomas para regular a alimentação e com a ingestão regular de legumes e saladas. Foram também encontradas associações positivas entre as motivações autónomas e vários hábitos alimentares saudáveis, e negativas entre a regulação externa e amotivação e alguns destes hábitos. Estes resultados reforçam a hipótese de que a atividade física poderá ser uma ponte para uma autorregulação saudável da alimentação. Sugerem ainda que esta relação poderá ser parcialmente explicada pelo transfer de motivações autónomas de um contexto de atividade física para um contexto alimentar.

Palavras‑chave: Autodeterminação; Comportamento alimentar; Atividade física; Regulação motivacional.


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