Como trabalhamos juntos? Trabalho colaborativo entre professores do Departamento de Educação Física e Desporto Escolar da Escola Portuguesa de Moçambique

Nuno Antunes, Margarida Abrantes, Anabela Ferreira, Paulo Ferreira, João Figueiredo, João Lourenço, Maria Machado, Custódio Malenda, Raquel Moreira, André Revés, Antero Ribeiro, Sérgio Zibane

Resumo


Pela primeira vez, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), inclui uma vertente de resolução de problemas em cooperação, no Programme for International Student Assessment (PISA). Esta foi a confirmação de uma crença que anualmente tem acompanhado a nossa prática profissional. Acreditamos numa mudança de paradigma na organização das aprendizagens. Uma transição que ajude os nossos alunos a adquirir um conjunto de competências que lhes permita enfrentar situações de desafio e não desistir, cooperando para o sucesso pessoal e do grupo. No entanto, a criação deste ambiente de aprendizagem demora tempo, requer muita persistência e muitos compromissos coletivos na sua organização, ou seja, muito trabalho colaborativo entre professores.

Para garantir que os alunos tenham o ambiente de aprendizagem e o paradigma de avaliação de que falamos, foi necessário dar muitos passos em conjunto. Implementámos um processo de Supervisão Partilhada. A iniciativa deste processo é sempre de quem é visitado, isto é, de quem está a dar a aula. Esta lógica pressupõe que exista sempre uma “encomenda” feita por quem vai dar a aula observada, sendo esses os aspetos que devem ser o foco da observação. Realizámos ações de formação interna, ou seja, a especialidade de cada colega torna‑se acessível a outro através de momentos de prática e discussão. Implementámos provas práticas de demonstração das competências adquiridas em que os alunos são avaliados por um júri de três professores a lecionarem outros ciclos de ensino, e que permitem, em situação concreta, a aferição dos critérios de avaliação. Outro instrumento de aferição de critérios são reuniões em que os professores de cada ano e ciclo estabelecem prioridades e estratégias transversais a todas as turmas, as Conferências Curriculares.

Todos estes passos foram dados progressivamente e colaborativamente. Sozinhos não teríamos feito muito. São passos que vamos dando, ou seja, não são processos perfeitos e carecem de revisão e reflexão constante. No entanto, acreditamos que são passos importantes para um ensino e uma escola mais colaborativa.

Palavras‑chave: Educação; Educação Física; trabalho colaborativo; supervisão; desenvolvimento profissional; avaliação.


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