Compromissos para o ensino e avaliação na Educação Física: uma experiência de contextualização do Programa Nacional

Carlos Saraiva

Resumo


Nestes vinte e cinco anos de vigência dos Programas Nacionais de Educação Física, (PNEF) continuamos a assistir, na nossa prática de gestão e supervisão pedagógica do grupo disciplinar necessidades de clarificação dos objetivos de aprendizagem e suas implicações na pratica letiva. Perante tais  constrangimentos, definimos como prioridade simplificar os entendimentos que professores e alunos deveriam ter das orientações programáticas sem comprometer as suas exigências. Neste sentido, procurou‑se objetivar, sistematizar, harmonizar e clarificar as implicações nas aprendizagens, no ensino
e na avaliação dos alunos que resultam do ‘Quadro de Extensão da Educação Física’ estabelecido nos PNEF. Este exercício de especificação concretizou‑se
no nosso Plano Plurianual, definindo‑se para a área das ‘Atividades Físicas’ as ‘referências de aprendizagem’, as ‘referências de ensino’, e os ‘indicadores
de sucesso’. Para a área dos ‘Conhecimentos’, estabeleceram‑se os ‘produtos de referência’, os ‘níveis de aquisição’, e os ‘conteúdos’ a abordar. Finalmente, na área da ‘Aptidão Física’, o estabelecido na bateria de testes do Fitnessgram, tornou‑se suficiente para clarificar os entendimentos a ter quanto aos resultados a observar. Relativamente à avaliação das aprendizagens procurámos qualificar os desempenhos, rompendo com a ponderação dos domínios de aprendizagem. Para este efeito, partindo das normas de referência para o sucesso e do plano plurianual, o desempenho nas ‘Atividades Físicas’ é valorizado, ou penalizado, em função das evidências demonstradas nos ‘Conhecimentos’ e na ‘Aptidão Física’. Todo este processo implicou partilha e gestão de compromissos e de decisão, exigindo procedimentos de preparação, monitorização e regulação do ensino e da avaliação. Foi neste quadro de exigência que, por um lado, se organizaram para cada etapa de ensino reuniões de preparação/planeamento e conferências curriculares’ de balanço e, por outro lado, se implementaram em cada período letivo processos de ‘aferição da avaliação’ e de ‘observação cruzada’, partilhando‑se ‘entre pares’ entendimentos quanto aos procedimentos e decisões de avaliação.


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